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“Eu senti o cheiro da
morte”

Antônio Lázaro da Silva. Por onde passa,
arrasta multidões. Tem um jeito descontraído de louvar e
cantar. Pelo nome, poucos o conhecem. Mas que tal
chamá-lo de irmão Lázaro?
Hoje, ele é o fenômeno do cenário gospel/cristão.
Sucesso absoluto. Mas, antigamente, o sucesso também
fazia parte da sua vida, quando fazia parte da banda
secular Ollodum.

Mas o sucesso também foi sinônimo de
tristeza. Lázaro, envolveu-se com drogas e se converteu
em um momento que achava que não tinha mais volta.
Confira abaixo seu testemunho de vida.
“Experimentei drogas pela primeira vez por volta dos 16,
18 anos. No começo, ingeria pouca quantidade, de dois em
dois meses, de seis em seis meses. Comecei com maconha,
lança-perfume... A cocaína só veio depois dos 25 anos
mais ou menos, quando experimentava uma vez por mês.
Depois fui experimentando uma vez por semana, e depois
comecei a usar todos os dias, e acabei no fundo do poço.
Viciado mesmo, gastando tudo o que tinha, foi dos 25 aos
33 anos. Foram oitos anos, todos os dias. E
paulatinamente, usando em poucas quantidades, levei uma
média de vinte anos.
Eu não tinha mais limite. Hoje, o que mais me
impressiona é o fato de ainda estar vivo. Cheguei na
igreja vomitando e defecando sangue. Eu me converti não
pra ser crente, mas pra morrer crente, porque pensei que
eu ia morrer “mermo”. Eu senti o cheiro da morte. Fiquei
cara a cara com ela. Senti mesmo quando Deus falou ao
meu coração que Ele estava repreendendo a morte, que
estava me dando mais um tempo de vida nessa Terra, pra
que eu pudesse pregar o Evangelho. Cheguei na igreja
entre a vida e a morte. Então, isso me impressionou
muito.
Eu e minha família éramos do Candomblé. Depois que me
converti, foi um escândalo dentro da minha casa, tanto
pelas questões religiosas como de sobrevivência. Meus
pais se preocuparam. “Você vai se sobreviver como? Como
que vai ser agora sua vida? A gente cria toda uma
expectativa em cima de você, investe nos estudos, e
agora você inventa esse negócio de igreja. Meus Deus! E
aí?” Mas o tempo foi passando e as pessoas foram
percebendo o que Deus estava fazendo na minha vida.
Minha família foi ficando impactada. Hoje eu louvo a
Deus porque estão todos freqüentando a igreja. Deus já
tem dado os primeiros sinais de que, com certeza, todos
estarão se envolvendo na obra dele. Sou grato a Ele por
tudo isso e estou muito feliz por tudo isso.

O pessoal da banda na qual eu era
integrante não acreditou muito na minha conversão, logo
no começo, e eu era motivo de gracejos. Foi muito
engraçado. Havia-se até um comentário que eu havia
encontrado uma maconha que dava vontade de ser crente,
porque eu fumava muito. Eles diziam que eu fiquei tão
doido que comecei a ir pra igreja. Eles me perguntavam:
‘Rapaz, que maconha é essa que dá vontade de ser
crente?’ Depois que eles viram que realmente eu estava
convertido, disposto a ficar realmente nos caminhos do
Senhor, eu fui alvo de críticas. Começaram a me
criticar, falaram que era tudo mentira, que eu estava
escondendo na igreja, essas questões todas que as
pessoas que não entendem os mistérios de Deus na vida de
um ser humano falam. Mas hoje tenho encontrado com os
membros da banda, temos evangelizado e eles estão
totalmente impactados com o testemunho que foi dado
nesse DVD, porque eles sabem que é verdade, que é uma
realidade, que é realmente a história de vida que eu
vivi, e todos eles ainda vivem naquele lugar. Alguns já
têm se convertido. Recebi até a notícia de que o
percussionista da banda Babado Novo, o “Macarrão”, se
converteu. Temos notícias de que vários percussionistas
da banda Olodum já têm se entregado ao Senhor. E eu
acredito que Deus vai fazer uma obra gigantesca ainda no
nosso Estado (a Bahia) salvando vidas. Ele levantou esse
ministério não para que eu fosse famoso, mas para que o
nome dele fosse pregado com mais eficiência nesse meio.
Por isso falo a todos: se aproximem de Deus. ‘Ah, eu não
gosto de igreja’, talvez digam. Faça então uma aliança
com Deus, e deixa Ele decidir o que é melhor para sua
vida”.
Fotos e fonte: Site oficial Irmão Lázaro |