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“Relógio do juízo final”
avança dois minutos
Se o fim do mundo tivesse hora marcada, estaríamos a
apenas cinco minutos da meia-noite. Um grupo de
cientistas que administra o “relógio do juízo final”
anunciou na última quarta-feira que o adiantaram em dois
minutos.
O relógio foi criado em 1947 pelo Grupo de Físicos
Nucleares dos EUA para simbolizar os riscos da corrida
nuclear e o uso de armas atômicas no mundo. A causa do
adiantamento foi o agravamento do aquecimento global.
“Estamos à beira de uma segunda era nuclear”, disse a
diretoria do grupo em um comunicado.Foi o primeiro
ajuste no relógio desde 2002. Os cientistas apontam a
busca da Coréia do Norte e do Irã por armas atômicas, a
busca dos EUA por bombas mais modernas e destrutivas, a
existência de 26 mil dispositivos nucleares russos e
norte-americanos e a falta de segurança para preservar
estas armas como sérios riscos ao planeta.
O segundo problema mais temido pelos cientistas é o
aquecimento global. “As mudanças climáticas são uma
ameaça direta à civilização”, disseram os cientistas.
O físico Stephen Hawking, da Universidade de Cambridge,
membro do grupo, fez um alerta. “Se os governos não
agirem agora para exterminar armas nucleares obsoletas e
parar o aquecimento global, estaremos em grande perigo”.
O astrofísico Martin Rees afirmou que o fim da Guerra
Fria e o surgimento da Globalização aumentou a
probabilidade das armas atômicas serem usadas em ataques
terroristas. “A ‘aldeia global leva à globalização da
idiotice”, disse.
O último acerto no relógio havia sido feito após os
ataques de 11 de setembro nos EUA, quando ele foi
ajustado para 23:53. Ao longo de seus 60 anos de
existência foi ajustado 18 vezes. Chegou às 23:58 quando
os EUA testaram a bomba de hidrogênio em 1953 e
retrocedeu para as 23:43 quando a Guerra Fria terminou.
O relógio foi criado por cientistas da Universidade de
Chicago, nos EUA, em 1947, dois anos após o ataque
nuclear norte-americano ao Japão, o qual pôs fim à
Segunda Guerra Mundial.
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