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Namoro: isto ainda existe?
publicada em 17/06/2008
Quando eu era jovem e solteiro, tive a
felicidade de aprender acerca do namoro cristão. Aprendi
que, para ser abençoado no casamento, é preciso começar
certo, tendo um namoro de acordo com a vontade do Senhor
(Rm 12.1,2), pois “... aquele que faz a vontade de
Deus permanece para sempre” (1 Jo 2.17).
O que é o nAMORo?
Confunde-se, hoje em dia, namoro com flerte, aventura e
relacionamento sem compromisso. O chamado “ficar”
parece ter chegado para ficar. E é comum ouvir jovens
dizendo: “Eu só fiquei com ele naquele dia; não foi nada
sério”.
Mas o namoro (namoro, mesmo!) é uma das etapas
necessárias para um feliz casamento. É a fase do
conhecimento, que precede o período de preparação para o
casamento: o noivado. Na palavra “namoro” está
contido o termo “amor”, evidenciando que não se
trata de um período sem importância. O nAMORo
verdadeiro é para pessoas que se amam, e não para
aquelas que apenas têm uma atração passageira ou
simplesmente não querem ficar sozinhas.
Quando começar um nAMORo?
Para começar um namoro, é preciso ter maturidade,
período que, em geral, só vem após a adolescência, fase
de transição entre a infância e a juventude. Como não se
trata de passatempo, mas de uma importante etapa, só
deve pensar no assunto quem está determinado a casar.
Quem namora por namorar está começando errado e sofrerá
as conseqüências de uma escolha equivocada (Gl 6.7). O
jovem que pensa em namoro deve se preocupar com as
condições mínimas para um futuro casamento.
Certo jovem queria namorar e casar com uma jovem. E esta
lhe impôs a seguinte condição: “Eu quero que você
converse com o meu pai”. O rapaz concordou em pedir
permissão ao pai da jovem para namorá-la (prática que,
hoje em dia, é tida como retrógrada, infelizmente).
Começou, então, o interrogatório:
— Você trabalha? — perguntou o pai da jovem.
— Não, mas Deus vai me ajudar — respondeu o rapaz.
— Estuda?
— Não, precisei parar. Mas Deus vai me ajudar.
— Tem idéia de como sustentará a minha família enquanto
nenhum de vocês estiver trabalhando?
— Não, mas tenho certeza de que Deus me ajudará...
Ao ouvir as repetitivas respostas, o pai disse à jovem:
“Minha filha, eu não sabia que agora eu sou Deus...”
Deus ajuda aqueles que se esforçam e têm vontade de
trabalhar (Jó 5.7; Pv 31.27). Quem namora (namora,
mesmo!) deve ter um alvo: o casamento. E deve estar
trabalhando em prol de tal realização.
Como encontrar a pessoa ideal para nAMORar?
Quem pensa em namorar de verdade, tendo como objetivo o
matrimônio, deve atentar para duas coisas importantes.
Primeiro, deve orar com fé, esperando no Senhor (Sl
40.1), pois Ele é poderoso para preparar a pessoa certa
(Pv 19.14). Ao mesmo tempo, deve procurar (Pv 18.22),
porque em tudo, na vida, existe a parte de Deus e a do
homem (Pv 16.1). Jesus só faz a sua obra quando fazemos
a nossa parte (Tg 4.8; Jo 11.39-44).
O jovem cristão deve ter cuidado com os
profetizadores casamenteiros (Ez 13.2,3; Ap 2.20),
pois a profecia, como dom do Espírito Santo que se
manifesta, usualmente, num culto coletivo a Deus, não
serve, em regra geral, para ajudar os jovens crentes a
encontrarem a “pessoa preparada”. As suas
finalidades são edificação, exortação e consolação do
povo de Deus (1 Co 14.3).
Muitos hoje são infelizes em sua vida conjugal porque
deram ouvidos a falsos profetas. Namoro é coisa séria!
Não se deve permitir que a escolha tenha a interferência
de terceiros, exceto os pais, que devem sim aconselhar e
ajudar os filhos nessa tomada de decisão.
Deve-se, ainda, orar e procurar uma pessoa, segundo os
critérios contidos na Palavra de Deus. Nessa busca, é
necessário identificar qualidades, como a
espiritualidade (1 Co 2.14-16; 5.11), a beleza interior
(Pv 15.13). Muitos se preocupam demasiadamente com a
beleza física, que é enganosa (Pv 31.30). Esquecem-se de
que a beleza da alma é a mais importante (1 Sm 16.17) e
permanece mesmo com o passar dos anos, enquanto a
exterior é ilusória, passageira e morrerá tal como uma
flor (Pv 11.22; 1 Pe 1.24,25).
É preciso se preocupar também com a compatibilidade (Am
3.3). Antes de começar um namoro, deve-se verificar se
não há incompatibilidades religiosa, social, etária,
cultural, etc. A mais perigosa é a religiosa, também
conhecida como “jugo desigual”. Considerando que
a Bíblia chama os incrédulos de filhos do diabo (1 Jo
3.10), relacionar-se com um significa ter o Diabo como
sogro, não é mesmo?
Muitos jovens pensam que podem namorar uma pessoa
descrente para ganhá-la para Jesus. Fazer isso, no
entanto, é o mesmo que se jogar em um poço para tentar
salvar alguém que lá caiu. E ninguém faria isso. Deve-se
jogar a “corda” do evangelho para o não-crente se
salvar, mas sem nenhum envolvimento sentimental. O
apóstolo Paulo ensinou que não devemos nos prender a um
jugo desigual com os infiéis, uma vez que não há
consenso entre a luz e as trevas (2 Co 6.14-18).
Que cuidados se deve tomar em um nAMORo?
Aos que já namoram dou alguns conselhos. É preciso ter a
preocupação de não exceder nas intimidades (2 Tm 2.22).
Não é preciso se sentar a um metro de distância nem
pedir para alguém ficar entre os dois. Todavia, não se
deve confundir carinho com carícias, que devem ser
guardadas para o casamento (Pv 6.27,28; 20.21). Para
isso, é preciso vencer as concupiscências (Tg 1.14,15; 1
Jo 2.15-17), seja a dos olhos (Gn 3.6; Js 7.21; Mt
6.22,23), seja a da carne (1 Co 6.19,20). Peço ao
leitores interessados no assunto que confiram as
referências bíblicas, pois elas são muito mais
relevantes (mas muito, mesmo!) do que as próprias
palavras deste editor.
Quanto tempo deve durar o nAMORo?
Nem muito nem pouco tempo. Geralmente, quem prolonga o
período do namoro é porque não tem vontade de casar.
Alguns, após longos anos, casam, mas não são felizes. O
motivo? É possível que o casamento tenha sido ocasionado
por pressão, e não por amor verdadeiro. Por outro lado,
quem namora pouco tempo, não se prepara suficientemente
para o casamento e poderá ter problemas sérios de
ajustamento conjugal.
Como conduzir o nAMORo de acordo com a vontade de
Deus?
Leia sempre a Palavra de Deus (Sl 119.105); ore todos os
dias (1 Ts 5.17; Jr 33.3); cultive o amor (1 Co 16.14;
13.4-8), pois, sem ele, não há razão para existir
namoro; aprenda a renunciar; não seja sempre o(a)
“dono(a) da verdade” (Fp 2.4); saiba viver em harmonia (Pv
17.1), aprendendo a “dar o braço a torcer” (Pv 15.1);
seja fiel, pois, quem não é fiel no namoro, não o será
no casamento. Quem ama de verdade se mantém fiel até o
fim (Pv 5.15-20; Ml 2.14,15).
Artigo escrito por Pr. Ciro Sanches Zibordi
Artigo extraído do site www.iead-pvh.com |